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Poema da alforria religiosa

sábado, janeiro 30, 2016Roberth Moura



Não me mata, sociedade
Respirar quero;  viver!
A paz que tu me retira
(com a tua alma fria)
O meu peito faz arder.

Um grito sufocado
Mal generalizado
Sem espaço pra ser eu
(Todo podado)
Heteronormativizado.

Os campos têm os lírios
O céu tem lua, estrela
Este verso não vou rimar,
Porque eu não sou obrigado a nada.

De tudo me libertei
Como um sonho encantador
Hoje eu posso cantar
Eu sou livre, livre estou.

Se Jesus me ama como pecador
Porquê tu me julga, se peca também?
A vida é minha, eu quero cuidar
Me deixa viver,
Me deixa amar.

O meu amor é ferida que arde pra eu ver
Porque além de preto e pobre tenho ainda que receber
Chibatadas por aquilo que não pedi pra nascer.


Para finalizar o doce poeminha
Vou te mandar um papo reto:
Cuida da tua vida, que eu cuido da minha!


Cada um sabe a cruz que carrega no seu peito
Então, se não consegue amar
me dê ao menos seu respeito.





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