Humor

Eu caso na hora que eu quiser!

quinta-feira, agosto 07, 2014Roberth Moura


         Este texto é para você ler só se não tiver nada pra fazer.
Ele não vai acrescentar nada à sua vida: nenhuma cultura, nenhuma informação, nenhum bônus.
Então, vai terminar seu TCC, lavar seu tanque cheio de louça, varrer sua casa, escrever seu livro, plantar sua árvore ou fazer seu filho, que você ganha muito mais.
Caso não tenha absolutamente nada pra fazer, venha comigo, perder seu tempo, gostosamente...


Uma paixão arrebatadora




  Aí eu viajo pra casa da minha irmã em Vitória, no Espírito Santo, e ela me pergunta por que até hoje eu estou por aí, solteiro, dando bobeira, perdendo tempo. “Tipo assim: eu caso na hora que eu quiser”, eu pensei. Ou será que me falta o lepo-lepo e eu não quero admitir? Em um texto anterior eu já escrevi sobre a função do lepo-lepo na vida de um homem. Mas como eu sou pseudo-gentil eu sorri e respondi carinhosamente para minha irmã:

− Eu estou esperando encontrar uma paixão que me arrebate, que me toque a essência e que me leve à loucura total. Eu não estou à procura, mas se surgir, quem sou eu para dizer não para meu coração?

Pra quem não leu, eu já falei aqui no blog sobre a mulher perfeita em Peripécias do Amor. Lê lá que você vai gostar. (eu acho).

Enfim, e daí se eu não casar? O quê que tem se eu morrer virgem? (sim, querido leitor, minha religião não permite essas safadezas que você anda fazendo sábado à noite com sua namoradinha. Ou com seu namoradinho. Ou com os dois. Seu sem vergonha!). Eu vou morrer sem fazer várias coisas e nem por isto estou me martirizando. Posso morrer sem comer caviar, sem ter ido à Paris, sem fazer pesca submarina, sem ter tomado banho nu no Rio Amazonas, sem pular de parapente do alto da montanha, sem tirar leite da vaca, sem ver o Brasil ganhar uma copa, sem ser pai, sem colocar fogo no ônibus por causa do aumento da passagem, sem ganhar um Oscar de melhor roteiro, sem andar em um carro da fórmula 1, sem ver pessoalmente a Fernanda Montenegro, etc., etc., etc.

Voltando ao assunto do casório, aqui. Meses depois daquela agradável conversa com minha irmã eu estou na praça, vendo o tempo passar quando, de repente, vem vindo, ao telefone celular, um belo exemplar do estereótipo da feminilidade intelectual brasileira, e eu penso: é ela!

          “Mas... É ela o quê?”, pergunto-me. A resposta não sei, mas eu sei que é ela. Até que ela vai se aproximando e eu a ouço falar no celular:

− Hoje não vai dar pra ir.... Eu tenho uma pilha de casos na promotoria pra analisar...
É ela!

Sim, sim, e sim. Ela poderia ser “A Ela” do “É ela”. Mas não era. “Mas ela é tão a sua cara. Por que será?” – você deve estar se perguntando. Simples: ela era fanha.

Não, caro leitor, eu não sou preconceituoso. Eu não tenho nada contra fanhos. Na verdade, eu gosto muito de fanhos, acho eles muito alto-astral, muito cheios de vida, de humor, de vontade de viver e, inclusive, tenho vários amigos fanhos. Tenho até uma tia que é fanha. O caso é que ter a esposa fanha... hum..... como podemos dizer assim.... acho que... meio que não.

As mulheres mais interessantes pra mim, ou seja, as mais maduras, ou estão casadas, ou preferem... hã.... como eu vou dizer isso aqui... "colar o velcro". Ou, se são tão maduras, irão procurar alguém tão maduro ou mais do que elas. O que não é o meu caso. E não venham me dizer que em meio a 7 bilhões de pessoas na terra eu estou lançado na solidão porque escolho demais. A maior fatia está na China e eu não tenho dinheiro nem pra ir a no Rio Grande do Sul, quem dirá na China.

Se bem que as orientais são muito do meu agrado... inteligentes, empoderadas, decididas, tradicionais....

Enfim... Este post está ficando grande demais.  Vou parar por aqui para não enfadonhar meus leitores, que já são pouquíssimos (sim, você é uma raridade).

#PartiuEsperarPaixãoArrebatadora



                                                                              Good Bye e até a próxima!







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7 comentários

  1. HAHAHAHA Massa!
    Quando vier ao ES de novo, me avisa.
    Te pago um café!

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    Respostas
    1. Obrigado, Luana!
      É um prazer enorme ver que meu texto agradou pelo menos uma pessoa neste mundo de meu Deus, rsrs...
      E obrigado pelo convite! Quem sabe em dezembro não vou visitar minha irmã de novo...

      Abraços!

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  2. Nossa! Suas postagens são muito boas! Estou amando o blog! Vou ler todas!

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    Respostas
    1. Muito obrigado! Fique à vontade para navegar pelas páginas das minhas peripécias! :)

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  3. Nossa m identifiquei ....eis aqui mais uma leitora ! GOSTEI DESSE BLOG, VIBE LEGAL, OH.

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