São Luís do Maranhão

segunda-feira, setembro 02, 2013Roberth Moura


Estive semana passada de viagem a São Luís do Maranhão, mas são tantas coisas para falar que eu me perco na trama do mundo. Vou tentar sintetizar o máximo que eu puder.

Vamos começar pela viagem. A parte feita de trem eu falo em Trem de passageiros da Vale. O restante eu fiz de avião da TAM. E eu vou te contar: não há nada mais desconfortável do que sentar entre duas pessoas que você não conhece. Além de não ter o conforto de olhar pela janela (quem é da roça acha o máximo viajar olhando pela janela), também não tem o conforto de ir ao banheiro a hora que quiser sem incomodar quem está na beirada. Mas o lanchinho deles é muito bom e a gente pode repetir e isso compensou um pouco o desconforto. O jeito é se distrair fotografando tudo.



 Chegando a São Luís eu fui me hospedar em um Hostel pela primeira vez na vida. É claro que antes de ir para lá eu pesquisei por mais de um mês comentários de pessoas, reputação, tirei dúvidas por e-mail, até que, por falta de dinheiro e companhia eu resolvi testar o sistema. E não é que eu fiz vários amigos? Só saía desacompanhado se quisesse, porque companhia tinha todo momento. Definitivamente, quando se viaja sozinho, os albergues são aos melhores lugares para se hospedar. Jamais esquecerei minha estada no Albergue da Juventude Solar das Pedras. 
 
Sala de estar do Albergue da Juventude Solar das Pedras

(eu falei com minha mãe que iria ficar em um albergue e ela achou que era onde os mendigos vão dormir. Eu respondi a ela que eu era mão de vaca, mas nem tanto)
Como já relatado na postagem anterior, eu fui a São Luís para a VI Jornada Internacional de Políticas Públicas na Universidade Federal do Maranhão. Como tinha muitas pessoas na cidade em função deste evento, todas as noites havia alguma apresentação cultural no centro histórico. E de graça! Veja algumas fotos que eu tirei:




 









O reggae, famoso na cidade, eu só fui ver em um barzinho. Mas foi só de passagem mesmo. Uma curiosidade: eu nunca vi tanta turista francês em um único lugar. Por todos os cantos que eu ia (até na minha van que foi para os lençóis) tinha francês. Perdi a chance de fazer amizade com eles, pois em francês eu só sei falar "ne me quitte pas", "merci", "cherry" e "uni, duni, tê, salamê, minguê"!

Quando eu retornei à Minas, me perguntaram se a cidade era maravilhosa. Pode até ser que fosse, mas eu não senti isso. Se for reparar bem, pelo conjunto de tudo que ela oferece, ela se torna única e especial, mas se você fragmentá-la vai perceber que ela não é grande coisa. O centro histórico, por exemplo, tem casarões monumentais, cerâmicas lindas e bem preservadas, mas os casarões abandonados e caídos se destacam muito mais. Como se percebe, a cidade de Ouro Preto é muito mais atraente, se tratando de preservação do patrimônio histórico. Além disso, eu não consegui identificar um estilo único para descrever o modelo das construções do centro histórico de São Luís. São estilos bem ecléticos, por sinal.

As praias da cidade de São Luís também são todas poluídas. Se você quiser se banhar, terá que ir para longe, o que não é tão desagradável assim, pois com apenas R$2,10 eu andei quase de 2 horas até Raposa, onde existe praia decente:

São Pedro, na cidade de Raposa - MA

Raposa, mais conhecida como "Fronhas Maranhenses", por lembrarem bastante os lençóis.


Os lençóis maranhenses são um sonho à parte. Não ficam em São Luís. Na verdade ficam a 4horas da cidade. Por isso vou falar da minha experiência nos lençóis em outra postagem.

Como eu fiquei no centro histórico, pude aproveitar bem a cultura de lá. Fui no museu, no teatro, em vários barzinhos, experimentei várias comidas [inclusive um arroz cheio de mato (chamado de arroz de cuxá), que pelo amor de Deus], várias bebidas (o guaraná Jesus se destaca), imitei vários sotaques e me fazia passar por carioca, nordestino, até americano. Mas parece que meus sotaques não convenciam....
Guaraná Jesus, sua fonte diária de Guaraná da vida!



"Sonho", só que de presunto.


No comércio das ruas as pessoas não me atenderam tão bem quanto eu esperava. Não sei se a cultura mineira que é receptiva demais ou a ludovicense muito fechada. Eu falava obrigado ao vendedor e ele sequer olhava na minha cara ou dizia “eu é que agradeço”. No Shopping da Ilha, ao contrário do comércio popular, todos os atendentes foram simpáticos. Deve ser o condicionamento...

  
Mas enfim, nada melhor para descrever tudo isso do que as fotos. E como minha vida é fotografar, dá-lhe imagens!

































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