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Trem de passageiros da Vale: peripécias turísticas de Odacyr Roberth

quinta-feira, agosto 22, 2013Roberth Moura


Eu iria escrever esta postagem dentro do trem, mas o aperto das poltronas da classe econômica não me permitiu. Deixei então para escrever no dia posterior à minha chegada e aqui estou eu, escrevendo minhas peripécias turísticas.

Comecemos então a falar sobre a preparação para a minha viagem. Eu faço Iniciação Científica na universidade e, um dos quesitos para que a bolsa alcance seus objetivos é apresentar em outras universidades os resultados das pesquisas desenvolvidas. Enviei um artigo para o evento; o artigo foi aprovado e lá vou eu, Odacyr Roberth Moura da Silva, da pequena São José da Safira para desbravar o mundo, em sua grandiosa odisseia científica!


     Está bem, vou parar de show. Parti, então, de Governador Valadares - MG para São Luís do Maranhão: de GV a Belo Horizonte de trem e de BH a São Luís de avião. Vamos, por enquanto, nos ater à viagem de trem.


De uns tempos para cá, as passagens podem ser adquiridas pela internet com o cartão de crédito. Mas eu preferi comprar no guichê mesmo, à vista, porque eu traumatizei com cartão: A dívida bancária. O horário estava marcado 13:14. Eu cheguei às 13:00, passei por uma pequena fila de vistoria de passagem esperei o trem (que atrasou cerca de 4 minutos) e sentei na minha poltrona. Foi a primeira vez que eu dividi a minha poltrona com estranhos no trem. Quando eu fui, eu pensei “eu vou fazer um novo amigo e ficar a viagem toda conversando com ele e nós vamos descobrir várias coisas em comum e vamos nos tornar os melhores amigos do mundo para sempre!”. A conversa não passou de “Você vai descer em Belo Horizonte?” “Vou. E você?”, “Eu também.”.
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“Você mora em Belo Horizonte?”
“Moro.”
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“E você?”
“Eu o quê?”
“Você mora em Belo Horizonte?”
“Ah.... Não. Eu estou morando em Valadares por enquanto.”
“Hum...”

E nem uma palavra mais.


  As poltronas não são ruins. São macias e reclináveis. O problema é que entre as duas poltronas só existe um encosto para o braço. Aí, ou você fica esbarrando na pessoa estranha o tempo todo, ou alguém tem que ceder.
         O serviço de bordo é bom e o restaurante tem opções variadas de lanches e refeição (eu só não sei se são gostosos). Mas os lanches são caríssimos. Como todo bom e velho pobre roçaliano, levei lanche de casa. O Biscoito (da marca Kidlac) que você encontra no supermercado de R$1,10, lá é R$3,50. O mini pão de queijo 2,50 sem recheio e 3,50 com recheio. Coca-cola e demais refrigerantes em lata R$3,50 também. Nem perguntei o preço de lanches mais elaborados (tais como o sanduíche natural) para não passar vergonha.

         A paisagem no percurso do trem é uma maravilha à parte. Isto é, se você sentar na janela e for pela classe econômica. Isso, porque na classe executiva você não pode abrir as janelas por causa do ar condicionado. Caso você não consiga sentar na janela ou não gosta de se misturar com a plebe, você pode degustar a paisagem nos janelões existentes entre os vagões. Aliás, se você ficar entediado, você pode caminhar por entre todos os vagões, até sua perna ficar doce.

         Se você fizer uma viagem de longa duração, leve um livro ou um media player para ajudar o tempo a passar mais rápido. Como meu hobby é fotografar, eu passei a viagem fotografando lugares e situações. Outra dica: se você é de cidade quente e for para a classe executiva, leve uma blusa de frio ou cobertor. No início a temperatura é agradabilíssima, mas com o passar de uma, duas horas, você começa a sentir frio.


         Bem... eu não estou me lembrando de mais nada para falar. Se eu lembrar, depois eu acrescento. No próximo artigo eu postarei algumas fotos das belezas (ou não) Maranhão. Até!

Viajar sozinho só dá em autorretrato!

Turistas fotografando a estrada

Umas das inúmeras vilas pelas quais passa o trem de passageiros da Vale

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