Religião

Uma luz para os filhos de cristãos

terça-feira, março 19, 2013Roberth Moura



Que cristão, filho de evangélico, que viveu a vida toda na igreja e (ainda) permanece nos caminhos de Deus nunca pensou em sair, abandonar tudo, experimentar os “prazeres” do mundo para no último segundo da morte (ou quando se cansar de tudo aquilo) se arrepender e ir para o céu?


Eu acredito que esse pensamento já passou não só pela minha cabeça, como de várias pessoas que estão em situação similar a essa. Certamente quem já pensou nisso, também já conjecturou morrer instantaneamente e não ter tempo para (supostamente) se arrepender e (enganado a Deus e a si mesmo) ir para o céu.
Minha mãe uma vez comentou que nós, pessoas que já nascemos na igreja, nunca tivemos um encontro real com Deus, nunca nos convertemos de fato. Ela supõe que, por já estarmos na casa de Deus desde criança, nós só conhecemos apenas um lado da moeda. Acredita ainda que, para que convertamos de verdade, temos que passar pelo “fogo”, pelo processo de arrependimento da nossa vida anterior, cheia de pecados e só então termos acesso ao verdadeiro perdão de Deus.



Dessa maneira, eu sou o colocado em um lugar de reflexão. Como vamos nos arrepender de nossos atos passados se são eles que mais nos orgulham, mais até do que nossos atos de hoje? Por exemplo, hoje, eu sempre acho que antes eu era um cristão melhor. Quando eu era adolescente, por volta dos 14 anos, eu visitava as pessoas, ia conversar com elas, cantar e orar. Hoje, universitário, o máximo que eu faço é ir à igreja aos sábados e domingos e isso só serve para a minha própria edificação.




Nesse caso, como proceder? Seria possível ter um real encontro com Deus sem ter que necessariamente passar por experiências longe de Deus, ou seria necessário conhecer as trevas para que, assim, pudéssemos valorizar a luz?



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1 comentários

  1. Odacyr, é aí que mora o perigo! Passei pela mesma experiência que você: sair de casa e ir estudar fora, numa instituição cristã onde fiquei em regime de internato. A igreja de lá tem cerca de 5 mil membros e me senti inútil lá. Resultado: alguns anos após ter concluido o curso, abandonei a igreja. Passei seis anos fora e pode acreditar que foram os piores anos da minha vida. Em 2009, pela graça de Deus consegui voltar e desde então a paz voltou à minha vida. Um forte abraço.

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