Filosofias e Reflexões

A poesia da burguesia

sexta-feira, julho 27, 2012Roberth Moura

“Olha o carro!
Passou...”
Diria o poeta filosófico,
E a burguesia (classe média toda) ficaria horas e dias
A analisar suas entrelinhas
A flutuar pelas alusões
E pelas ilusões
De todos os simbolismos
Da efemeridade da vida.

O céu, o tempo, o infinito... Oh, vida! Oh, dor!


Todavia,

Contudo,
Entretanto,
A grande massa
(o proletariado marxista)
Ao passar pelas suas vistas
Essas linhas de tão profunda expressão
Haverá de pensar no escuro da imaginação:

“E eu com isso!
De uma coisa eu tenho certeza:
Esse carro que passou não era meu.
Deve que era o novo Audi
Era da minha patroa,
A Dona Tereza!”


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