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De onde se conclui que o amor não é eterno

segunda-feira, janeiro 23, 2012Roberth Moura


       Mais uma das peripécias do Amor, dentre tantas outras no peripécias psicológicas. Esta foi tirada integralmente do DRD. Espero que se divirtam, assim como eu me diverti!


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            No dia do casório ela estava linda...
            Aliás, nunca ninguém ouviu dizer que uma noiva seja feia no dia do seu casamento. Seu rosto, de um rubor angelical e quase infantil, trescalava o vigor dos seus dezoito anos e toda a felicidade lhe invadia a alma.
            Ele, apesar de preocupado com o atraso da noiva, mostrava-se sorridente e feliz. Afinal, ela era a mais bonita e elegante garota do bairro.
            Conheceram-se ainda crianças e logo o amor mútuo mostrou-lhes que haviam nascido para o casamento. Apesar de serem dotados de forte personalidade, as brigas não conseguiram superar o sentimento que os unia firmemente.
            Depois de três anos de namoro conseguiram apagar alguns erros e polir algumas virtudes. Somente uma dúvida ainda permanecia. Nenhum deles conseguia retirar  um ponto de vista.
            Ah, mas isso não se conta. Afinal, eles se amavam!
            A lua de mel transcorreu serena e feliz, com seus mitos, seus temores, seus encantos e mistificações.
            Veio então o primeiro almoço na casa, cheirando a nova. Ela caprichava com o cardápio. Era preciso que ele gostasse, pois isto seria importante demais para ela.
            Ele chegou do banco, beijou-lhe a face, sorriu de vê-la naqueles trajes de dona-de-casa e foi almoçar.
− O almoço está ótimo – observou ele – pena é que o feijão estivesse um pouco salgado.
Errou a mão no tempero...

– O quê? Já começou a reclamar???
A briga foi grande. Separaram-se.
Ela foi para a casa dos pais, jurando que nunca mais queria vê-lo. E ele, por sua vez, não poderia mais viver ao lado daquela víbora.
Mas eles se amavam!
Veio a reconciliação. Meses depois estavam sentados na varanda, abraçadinhos, olhando pra rua. E ele:
– Que bobagem a nossa, quase destruímos a nossa felicidade por causa de um feijão salgado.
– E... – afirmou ela – e o feijão nem estava salgado! Implicância sua.

–Estava sim, meu anjo!
– JÁ COMEÇOU VOCÊ OUTRA VEZ?!?!?
E eles se separaram-se para sempre!

SOUZA, Liomério L. De onde se conclui que o amor não é eterno. Diário do Rio Doce: Governador Valadares, março de 1969.





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1 comentários

  1. Acho q existe a pessoa perfeita para a pessoa a quem ela foi feita, se nao der certo é pq nao foi a pessoa certa.. foi um engano.. o pior eh qdo se leva anos jogados fora pra se perceber isso =/

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