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Velhinha atrevida do supermercado

segunda-feira, dezembro 12, 2011Roberth Moura

Estava na fila do supermercado a esperar por minha vez, na fila de “no máximo 10 volumes”, quando duas senhoras chegam atrás de mim e começaram a conversar. Aí uma delas, sem cerimônia alguma passou na minha frente e ficou lá, inerte, como se nada tivesse acontecido. A sua amiga, que continuou atrás falou:
- Ana, cê ta passando na frente do menino.
Aí ela, na maior naturalidade virou-se para a sua amiga e disse:
- Tô não, boba, se eu quiser passar eu posso por causa da idade.
Mas aquilo me subiu uma ira que se eu fosse filho de Zeus, aquele supermercado teria explodido por completo com a minha cólera. Fiquei a um milisegundo de dizê-la:

      - Minha senhora, (na maior ironia possível), o caixa preferencial é logo ao lado e não tem nenhum cliente preferencial lá. Então a senhora poderia fazer o obséquio de pegar toda a sua “feirinha” e rachar quente da minha frente. Pode ser?


Mas como eu sou um cara aparentemente polido e educado, fiquei calado.  (todos nós o somos em público – para constatar isso, leia A camada de verniz e veja que você também age assim). Esperei um certo tempo pra ver se ela se tocava, mas NADA.
Se fosse em outra situação eu até daria o meu lugar pra ela. Vocês podem não acreditar, mas eu estava, na minha mente, com intenção de ceder minha vaga a ela. Mas quando ela se ofereceu para ocupar o lugar que eu daria a ela, isso foi de mais. Jamais xinguei tanto uma senhora em pensamento em toda a minha vida. Abusada, atrevida, Matusalém são os nomes mais suaves que eu consigo me lembrar. E ela ainda nada se tocar. Foi quando chegou a minha vez. 

Aí, eu pensei que não tinha mais jeito. Então, para me passar como “O Bom”, disse, com a voz mais gentil possível:
- Pode passar na minha frente senhora. Eu sou um rapaz e minhas pernas ainda estão fortes e vigorosas. A senhora já enfrentou fila demais na sua vida, agora é a sua vez de descansar.
Ela passou até dura. Aposto que não ouviu uma palavra do que eu disse. Depois olhou para trás e falou:
- Vem também Maria, anda logo, se não nós vamos perder o nosso ônibus.

POCKER FACE


E aí duas pessoas passaram na minha frente. E este foi o dia mais involuntariamente generoso de toda a minha existência.



Links interessantes:
Assassinato dos anos 60: Viaje no tempo e sinta na pele um assassinato nada incomum nos anos 60, onde reina o coronelismo e a lei não tem voz nem vez.

Bordões de velório: Está cansado de sempre ouvir as mesmas coisas em todo velório que vai? Então esta postagem foi feita pra você. Analise, junto comigo o repetido comportamento humano, toda vez que se encontra em situação semelhante.

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3 comentários

  1. Olha. Isso acontece direto. Mas vc deu uma saida legal. Poderia, inclusive, ter anunciado se mais alguem desejasse furar a fila pra ver se elas se mancavam.
    Certa vez, eu estava numa praça com uma namorada quando veio uma velha folgada e falou que nós não podíamos ficar ali, pq era de frente com o condomínio dela. Falei que não sairia e ela chamou a polícia. Bati o pé, não sai. A polícia não pode fazer nada e nós ficamos á até altas horas

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  2. E aí, você não matou as "véias"?

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  3. KKKKK claro que não... não chegou a tanto!

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