Filosofias e Reflexões

Os riscos da humanidade

sexta-feira, dezembro 02, 2011Roberth Moura

Sim, amigos, a humanidade vive perigosamente. Ela tem inimigos invisíveis e insidiosos: o vírus, a bactéria, o micróbio e o próprio pensamento humano.

A questão existencial está sob a permanente ameaça do invisível. “Ninguém morre fora da hora” – afirma o ditado. Grosseiro engano. A ciência e a tecnologia não têm feito outra coisa se não antecipar ou retardar o fim da vida humana. Nos tempos modernos, o ditado precisa ser revisto. Dizer que ninguém morre na hora, corresponderia mais à realidade.
Os antibióticos, os processos cirúrgicos requintados, o balanceamento da alimentação, dentre outros, são algumas das determinantes do retardamento da hora de morrer. Em contrapartida, o gigantesco e terrificante cogumelo de Hiroshima precipitou a morte de milhares de pessoas e alterou o estado biológico de milhões. Foi uma antecipação em massa.



Como se o cogumelo, que serve também para a penicilina, fosse um símbolo moderno do mais-viver e do menos-viver...
Estamos na era espacial, no sidéreo, do cosmo, do infinito, e o homem se utiliza das mesmas asas que antes só a imaginação possuía e se lança a uma aventura transcendentalíssima, cobrindo as naves com a “poeira das estrelas”. E isso é muito bom. Só que os efeitos colaterais são proporcionalmente grandes.
Se a ciência, por um lado, descobre o átomo, o homem vem e pensa como ele pode subjugar os outros com isso. Se a ciência cria uma bactéria sintética para acabar com pragas de lavoura, por exemplo, o homem vem e a transforma numa arma mortal contra seus semelhantes. A imaginação é tão fértil para a criação de novas tecnologias, novas descobertas. Mas é mais fértil ainda para transformar uma coisa boa numa coisa ruim.


A única coisa que se pode afirmar com certeza é que o maior risco que a humanidade sofre é a constante ameaça do próprio homem, seu maior inimigo.

Baseado em: Parajara Santos. Os riscos da humanidade. DRD, Governador Valadares, fevereiro de 1970

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4 comentários

  1. Com certeza! Vírus, bactérias, desastres ambientais e outras coisas ruins só ganham força por causa das merdas que a humanidade faz.

    Mas o fungo do gênero Penicilium, que produz penicilina não é um cogumelo...

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  2. Obrigado pela participação anônimo, mas de acordo com o site Cogumelos Online, a penicilina foi descoberta sim através do cogumelo:


    O Cogumelo Medicinal

    O fungo da Penicilina
    Você sabia que a Penicilina, que hoje salva milhões de vidas, é obtida através de um fungo? Os cogumelos constituem uma das mais importantes classes de antibióticos e são amplamente utilizados no tratamento clínico de infecções causadas por diversas bactérias. A penicilina foi descoberta pelo Dr. Alexander Fleming, em 1928, que observou que a cultura de um tipo de fungo, o Penicillium notatum, produzia uma substância que inibia o crescimento bacteriano.

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  3. É verdade Odacyr. Mas o site está equivocado. Tanto que na imagem do Penicillium que eles mostram não há um cogumelo, e sim um bolor.

    O Penicillium é um bolor:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Penicillium

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  4. O pessoal fala tanto das bombas que estouraram no japão mas se vc pensar direito vai ver que foi bom pra humanidade, mesmo sendo uma resposta ao ataque de pearl harbor. É aquela história mata 1 para salvar milhares.

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