Humor

A explicação do (eterno) atraso das mulheres

domingo, dezembro 11, 2011Roberth Moura

Li o texto abaixo no jornal DRD e sem dúvida é divertidíssimo.  Transcrevo abaixo, o texto integral, sem deixar de dar os créditos ao incrível cronista Parajara Santos:

Sempre atrasada

O perguntar é um princípio democrático. Não aceito, de plano, sem discussão, as afirmações dogmáticas: há que se exigir provas, e na falta destas, partir para a investigação do fato afirmado. Marcos de Vasconcelos escreve:

“Eva veio depois, saída de uma costela miserável. Nem lhe deram direito a um osso mais nobre, uma clavícula grega, um fêmur sueco. Eva não foi ventada pelo sopro divino, não foi inventada da argila cósmica”

Não chega a ser uma transcrição da informação bíblica, mas é uma aceitação ociosa da genética da humanidade, tirada de um livro cheio de imagens, metáforas e simbolismos.
Seria demasiado pretender que o homem se metesse na máquina do tempo do professor Papanatas e recuasse séculos, milênios, para fazer a constatação no próprio paraíso.
Para verificar-se que o episódio carece de lógica, basta saber-se da bondade de Deus, que não é discriminatória, e da natureza da criatura mulher, que é contraditória.
Não seria justo supor-se que o Criador, onipotente, fosse de pouca imaginação para fazer Eva de uma “costela miserável” e lhe negasse o “ab ovo” sem causa justa (não existia sequer uma causa), a graça do vento vivificador.
Nunquinhas.
Para mim, conforme minhas pesquisas psicológicas e filosóficas (sempre tive grande tendência para atividades subjetivas, embora eu não entenda nada disso), o Pai eterno criou a um só tempo, o Homem e a Mulher, para a santa procriação e para a santa vivência.
O que deve ter ocorrido, nas profundezas cósmicas é que Deus preparou duas legiões de anjos para transportar suas criaturas para o paraíso.


E Eva se atrasou.
Maquilando-se, naturalmente...
Chegou dias depois.
Coisas simples a atrasaram: o cabelo, as unhas, as sobrancelhas, por que, nesse tempo, inexistia a indústria dos cosméticos: nem o laquê, nem o batom, nem o ruge, nem os lápis sombreadores, nem as pinças, nem os grampos, nem os rolinhos.

Não tenho essa dúvida.
Se nesse tempo existisse esse abundante e abominável equipamento metamorfoseante, de lento processo de falsificação, a História estaria retardada em um milênio...


Parajara Santos. Sempre atrasada. DRD, Ano XII, governador Valadares, fevereiro de 1970


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