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Peripécias do amor

quarta-feira, novembro 23, 2011Roberth Moura




  Deixando as futilidades do dia a dia de lado, em mais uma de minhas (profundas?) meditações sobre a vida, comecei a pensar na minha conturbada (porém salutar) relação com as mulheres. Por isso, o que se originou de toda a dialética do meu pensamento foi este texto, ridículo diriam uns, e brilhante diriam outros (esses outros seriam os néscios?). O que saiu foi nada mais nada menos que:

As peripécias amorosas de Odacyr Roberth – O psicólogo do amor (ou não necessariamente)

Como eu me vejo, ao lado da pessoa amada
Às vezes nos dá uma iluminação que a gente tem que correr e escrever logo. Estava no caminho da Universidade para casa, quando passou um belo exemplar da feminilidade sapiens sapiens que me fez entortar o pescoço. Aí eu pensei “essa aí é perfeita!”. Espera aí, mas perfeita pra quê? Aí meu ego começou a discutir consigo mesmo e entrar em conflito. Como todo mundo deve saber eu sou daqueles pra casar, ter família, filhos e aquela coisa toda (tipo assim, por que todo mundo deveria saber? Por acaso eu sou uma  celebrity, Meo Deus?). Bom, e como todo mundo já sabe, eu busco a mulher perfeita para se relacionar, etc, e tal. Mas como eu estava dizendo, meu ego começou a entrar em conflito, por que há uns dois, três anos atrás eu tinha uma concepção totalmente diferente de mulher perfeita. Aquela, tipo gostosona ainda reina na minha fantasia, mas pra relacionamentos eternos o tipo que eu sonhava, hoje me parece completamente fútil.


Seria esta a mulher ideal? Mas ideal pra quê?

É patente que o ser humano muda de opinião o tempo todo, mas em tão pouco tempo eu acho que deve ser uma psicopatologia, só pode. Por exemplo, antes uma mulher perfeita pra mim deveria ser do tipo  essa aí da foto (pra você ver como as pessoas se apegam tanto na aparência). Hoje já prefiro mulheres menos chamativas, estilo intelectual comportada (mais isso não quer dizer necessariamente que ela não tenha atributos físicos). Antes, também achava as mulheres que gostavam de ler Agatha Crhistie, Machado de Assis, José de Alencar, etc., o máximo. Hoje em dia as que lêem artigos acadêmicos e livros científicos me fazem liberar a pulsão com apenas uma frase bem dita. Acho meio futilzinho quem 'perde seu tempo' lendo 400 páginas aprendendo pouco quando poderia estar lendo 15 páginas aprendendo muito.
Resumindo: o que é bom hoje, pode não ser o melhor amanhã. O ser humano é altamente volúvel. Partindo desse pressuposto, como então escolher a mulher perfeita, independente das contingências? Como manter um relacionamento estável se as suas expectativas em relação ao outro sempre vão mudar, de acordo com as suas vivências?




E continuando a procurar uma solução, cheguei a uma conclusão: O estereótipo da perfeição não existe de verdade, apenas existe ideologicamente. E quem te preencher por completo será pra você o estereótipo da perfeição. Mas como saber se estou preenchido? Como saber se a outra não irá me satisfazer mais do que esta? A resposta seria experimentando várias e ficar com a última? Mas se a minha grande cara metade fosse a 3ª, ou a 2ª ou a 1ª? E se eu pensar que seria eternamente feliz com a primeira mas com o desgaste do dia a dia nossa vida se tornasse um inferno?

As possibilidades são múltiplas. A angústia diante do novo que se abre e da escolha sempre existirá. O jeito é contentar com o que o mercado está oferecendo, pois para cada cara tem sua máscara. Além do mais, se algum dia aparecer um produto melhor do que a atual “Sempre haverá escadas” (TEDESCO, Nazareth, 2004)



Links Interessantes:

As melhores músicas para o dia dos namorados: As músicas mais românticas para se ouvir com a pessoa que se ama.

5 dicas infalíveis de como desencalhar: Está a tanto tempo sem conseguir alguém que te ame, e que você ama da mesma maneira? Está há muito tempo procurando a pessoa ideal para te fazer companhia? Então descubra aqui como desencalhar com este divertido e estimulante texto!



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7 comentários

  1. Amei a citação de tedesco...
    (BRAGA, E. O., 2011)

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  2. São resquícios do que sobrou de um grande pesquisador da área. (MOURA, O. R., 2011)

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  3. Bem interessante.

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  4. Sempre HAVERÁ escadas. Se Nazaré Tedesco, a gde vilã, errou na gramática, não há pq insistir no erro.

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    1. Correção executada! Valeu pela dica!

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  5. cheguei até esse blog fazendo uma certa pergunta para o google, e quando vejo esse texto concluo que a duvida não é só minha! rs Texto legal, bons conselhos!

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