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A morte

segunda-feira, outubro 24, 2011Roberth Moura


Por que a morte mexe tanto com a gente, hein? Não estou falando quando morre nosso pai, esposa ou filho, por que aí está patente a razão. Mas a morte de outras pessoas desestruturam-nos por completo e certamente abalam nossa psiqué. Estava em casa, numa noite tão serena e rotineira, que noite mais normal seria impossível. Quando de repente vejo a mensagem no facebook:


“LUTO ENTAO, UM EX MEMBRO DA Pitaco Trupe Teatral MORREU HJ -> PEDRO AUGUSTO!” (NILTON, 2011).

A morte é quem dá as cartas


Só pra contextualizar, vai fazer um mês que eu faço parte do grupo Pitaco, nunca sequer tinha ouvido falar do Pedro, e agora, com essa notícia, uma angústia invadiu minha alma e eu não sei explicar o por que. E inevitavelmente um turbilhão de reflexões vem à mente; a dor da perda sufocante e uma sensação ruim de escuridão tomam conta de mim. E eu não conheço o rapaz. Questão de amigos em comum. Aí eu navego nos meus pensamentos.

          Partindo um pouco para o âmbito geral, é engraçado como a morte nos faz pensar uma infinidade de coisas que poderiam ter acontecido e não aconteceram. Frases do tipo “nossa, eu nem acredito. Estive com a pessoa ontem mesmo!”. E provavelmente não aproveitou bem esta estadia. E quando a morte é repentina, parece que o sentimento de culpa aumenta ainda mais: quando a pessoa está com câncer em estado terminal, ou num leito de morte, por exemplo, todo mundo vai aproveitar os seus últimos instantes de vida, ouvir com atenção o que a pessoa tem pra dizer, ser gentil com ela, fazê-la se sentir feliz.

Por outro lado, quando a pessoa é jovem, cheio de vida e saúde, ninguém espera que ela vá morrer, apesar de que TODOS nós estamos suscetíveis à morte e INEVITAVELMENTE vamos morrer, mais dia, menos dia. Mas não precisava ser agora, muitos podem dizer. “E o que você entende pra saber qual é a hora certa da pessoa morrer?” pergunto eu.
Um abraço sempre faz bem
E nesse ínterim de juventude e vida exilando por todos os lados, esquecemos de ver o ser humano em busca da felicidade que há em cada um de nós. Só quando certas coisas acontecem conosco é que percebemos quão preciosos são os momentos que se passaram, que poderíamos ser mais felizes e fazer os outros mais felizes, mas não o fizemos. E por quê? Não sou eu quem vai te dar a resposta.

Não querendo transferir a culpa, mas as pessoas tem se entregado demais ao sistema econômico sob o qual elas estão sendo influenciadas. O capitalismo tem feito as pessoas buscar muito o subir na vida a qualquer custo e esquecer-se das pequenas e belas coisas, como um passeio na orla do rio à tarde, uma noite que se dorme na casa de um amigo e fica-se até 4 da manhã batendo papo sabe-se lá sobre o quê, um telefonema que se poderia dar, mas não seu por que trabalhou até tarde e estava cansado. Um “oi”, ou um olhar. Um abraço apertado o qual muitas vezes temos vergonha de dar a um amigo por parecer, sei lá, “muito gay”. Pois é, nós poderíamos ter feito tudo isso juntos. Mas não fizemos. E agora não adianta se arrepender. Na verdade, agora é tarde demais.

A hora do adeus

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Na verdade, quemsomos? Quem realmente nós somos? Do que somos capazes? Do que temos medo? Leia, reflita e comece o processo de mudança.

A relação quepoderia existir, mas não existe: Uma relação entre pai e fiilho que poderia ser de amor explícito, mas é recalcado a todo momento. Viaje neste emocionante relato e reveja suas atitudes paa com sues próximos.

“A” Frase: Uma sábia frase para fechar seu dia com chave de ouro. Depois disso, você nunca mais será o mesmo.

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6 comentários

  1. Odacyr
    Muito boa sua reflexão sobre a morte! Sempre parece que deixamos algo para depois, e não sabemos ao menos se acordaremos no dia de amanhã! O certo é não deixar para depois o que se pode fazer agora, como você bem disse, dar um abraço, falar uma palavra agradável a alguém especial, essas coisas não se pode deixar para depois... Um abraço!

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  2. Obrigado Nestor! O fato é que só pensamos nessas coisas quando já perdemos alguém querido, por isso devemos aproveitar o aqui e agora. Depois pode ser tarde demais.

    Abraços...

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  3. ASSIM COMO TEM UM DIA DE PARADA GAY, DIA DA CONCIÊNCIA NEGRA , DEVERIA ESTIPULAR UM DIA DE REFLEXÃO, PARA PODERMOS REFLETIR EM TUDO PRINCIPALMENTE NO AMOR Á DEUS E AO PRÓXIMO.HOJE A VIDA DA GENTE É TÃO CORRIDA QUE QUANDO TEM UM FERIADO NINGUEM QUER SABER DE NADA, ETA PLANETA TERRA!!!! TEMOS MUITO Á APRENDER AINDA.

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  4. a morte e uma passagem do estado fisico para o estado espiritual apenas uma transferencia de condição eu sempre digo as pessoas que a maior realidade da vida e a morte porque as pessoas pensando que morreu tudo acaba mas e um grande engano porque a vida continua do outro lado e que e a vida verdadeira aqui e somente uma escola de aprendizado quando se encerra as aulas automaticamente voce deixa a escola não e

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  5. Pode até ser Donluca. Mas imagine você na escola e seu colega muda-se de país? Você poderia ter passado mais tempo ao lado dele, ter ouvido aquelas coisas que ele queria te contar, mas você sempre cortava entre muitas coisas mais. A questão aqui não é pra onde se vai, mas o que (não) se faz enquanto a pessoa ainda está na "escola", e partindo desse pressuposto, tentar melhorar a nossa relação com os que ainda estão aqui conosco, pois todos vão sair da escola um dia.

    E mesmo na vida do outro lado, não lembraríamos das pessoas daqui, nem dos meus erros ou acertos. Então de que adiantaria? Reflita...

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  6. Luís Eduardo12 março, 2012

    "Viva cada dia como se fosse o ultimo."

    "Como pode alguém temer algo que não conhece?"

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