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Um retorno à infância

segunda-feira, outubro 10, 2011Roberth Moura


Datas especiais como esta me levam a uma reflexão um tanto involuntária, mas inevitável e até certo ponto, gostosa de se fazer. Quando eu penso eu dia das crianças eu me recordo de toda a minha doce e ao mesmo tempo tão tão distante infância. Na verdade nem foi a tanto tempo assim, mas depois que nós entramos na Universidade, parece que assassinamos a nossa criança interior e focamo-nos no mundo extremamente além, que desejamos um dia alcançar.

É claro que, quando se fala em dia das crianças, a primeira coisa que vem à cabeça da maioria dos classe-média capitalistas (a maioria esmagadora dos leitores do meu blog), é ganhar brinquedo, aproveitar o feriado pra viajar para a casa de praia, passear por shoppings center’s e gastar tudo o que se tem direito e aquilo também que não se tem. Mas é claro que a minha infância não foi necessariamente assim. Em Safira, uma cidadezinha do interior, em que fui criado, nada disso existia. Eu me lembro bem que a gente ficava todos os dias da semana indo pra casa da vó Margarida brincar de “pau-na-lata” e no domingo das crianças, a vice-prefeita da cidade fazia um bolo enorme e a gente ia lá comer, todo mundo, aquela turma de primos, amigos, suor e cachorro.

    Brinquedo? Só no dia do natal e olhe lá. No aniversário eu ganhava roupa, tênis, etc. Ou seja, coisas que meus pais já teriam que me dar de qualquer maneira. Mão de vaca nem um pouco... mas mesmo assim foi bom. Eu sinto saudade das tardes quentes e ensolaradas, dos banhos nos rios e cachoeiras, do cheiro de ar puro e de mato que a brisa trazia e batia em  nossos rostos, enquanto corríamos de um lado para o outro, sujos de terra. Sinto saudade disso tudo, mas especialmente das pessoas que contruíram comigo a minha infância: pais, avós, primos, colegas de escola, amigos, vizinhos etc. Sinto saudade de quando a nossa maior preocupação era se o Jackie Chan conseguiria juntar todos os talismãs, ou o que iria acontecer com as crianças, quando o orfanato das Chiquititas fechasse. Ledas preocupações.
Minha cara de preocupação hoje em dia se o Jack vai conseguir ou não encontrar seus talismãs.

O dia das crianças me faz viajar. Me faz pensar em mim como eu era, como eu poderia ser e o que eu vou fazer com o que eu sou. Posso ser diferente? Posso ser melhor? É claro que sim! Basta querer mudar. É fato que a meninice já passou, mas matar a criança que fomos e que ainda há em nós seria como desumanizar toda a construção do ser humano que as experiências nos proporcionaram. É como fechar a porta por onde entramos. Aliás, além de fechá-la, construir uma parede para que a volta e o olhar para trás torne-se mais difícil de acontecer. Ser criança é bom, relembrar a infância, melhor ainda. Então, vamos aproveitar esse dia e desejar à nossa criança interior um feliz dia das crianças!


Links Interessantes:

Biografia – A fantástica história de Odacyr Roberth: Toda história contada resumidamente desde a infância até a juventude

Os nomes: Saga da história do significado dos nomes e as consequencias da construção de significado para nomes diferentes que ninguém nunca ouviu falar, nem mesmo o google. 

SãoJosé da Safira: Conheça São José da Safira, a cidade do interior de Minas mais afável de todos os tempos!

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