Filosofias e Reflexões Humor

A dívida bancária de Odacyr Roberth

sexta-feira, setembro 02, 2011Roberth Moura

A pior coisa que existe nesse mundo capitalista, explorador e mal organizado é dever o banco. Como o relatado em Bolsa de grife: o sistema, às vezes a gente compra sem nos dar conta disso, e como o relatado também em Muito além do existencialismo, nos preocupamos em ter muito mais daquilo que realmente necessitamos. Há mais de um mês uma telefonista me liga todos os dias, 3 vezes ao dia chata que só ela, Deus me perdoa (talvez ela nem fosse chata na vida real,afinal, estava fazendo seu serviço. Mas ninguém merece ser obrigado a colocar o telefone do banco na lista negra do celular e ainda gravar um toque especial pra ele “Odacyr, te ligam, Odacyr, não atende!!!”).  Bom, ela me dizia pra ir ao banco renegociar minhas dívidas, por que eu já havia negociado uma vez e tentado passar a perna no banco, não sabendo eu que quanto mai você tenta passar o banco para trás, maior é a carga de juros que recaí sobre os pobres desse país (ou seja: eu).
Banco Bradesco

Mas o problema é que eu tinha aberto minha conta na agência de São Joséda Safira (clique no link para saber mais sobre a cidade) , e como estou estudando/morando em Governador Valadares, o contato imediato seria altamente inviável.
Esperei então até as férias de inverno e fui lá na agência ver do que se tratava. O valor, que antes girava em torno de R$500,00, agora estava a R$850,00. Isso pode até parecer pouco, e na verdade seria se eu não tivesse que manter uma casa com água, luz, internet, supermercado, energia elétrica (a vulga luz), livros, apostilas, roupas, passagens e uma infinidade de outros gastos que fazem minha vida de estudante ser tão oprimida.

Na renegociação, se eu optasse por parcelar, ficaria algo como 11 x R$94,96 se não me engano. Já se eu pagasse à vista, ganharia um reforço de ter que pagar “apenas” R$729,00. Como a merreca que eu ganho já vem contada, o jeito é apelar para o papai. Mas toda vez que me imaginava em frente a ele pedindo-o dinheiro (mais uma vez), pensava nele dizendo “pra quê Cê foi fazer esse conteiro danado? O quê que cê comprou com esse dinheiro? Quer abraçar o mundo!”.

Por fim, eu dei a sorte de o encontrar entretidamente suave em suas atividades rotineiras e o abordo com minha sutil maneira de lhe pedir dinheiro: “papai, me empresta R$750,00 reais pra eu pagar o banco?” (o troco seria meu, é claro). Mas ele sabendo que eu jamais lhe pagaria me respondeu de outra maneira.  Até que a reação dele não foi tão drástica quanto eu imaginara: ele não quis me dar o dinheiro ops, é emprestar!, mas se propôs a pagar as 4 primeiras das 11 parcelas e eu pagaria o restante.Fiquei feliz com o resultado, embora pense que ele vai pagar tudo pra mim vai sonhando que é de graça. Agora eu vou tomar rumo na vida, parar de comprar coisas que nem eu sei o que são, organizar meus negócios e bola pra frente. Dívidas agora? Jamais!


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2 comentários

  1. Ainda bem que você tem seu pai pra te socorrer nas horas de aperto. imagina se não? seu nome já estaria no spc há tempos!

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  2. E não é que é verdade! Numa hora dessas de desespero, a gente tem sempre que recorrer ao nosso porto seguro!

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