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Homossexualidade: Hereditariedade X Meio

quarta-feira, abril 27, 2011Roberth Moura

     
      Estava semana passada curtindo o vento fresco na Praça Serra Lima à noite, quando num dado momento um grupo de homossexuais masculinos chegou ao local e começou a “pegar fogo”, como diz minha avó. Reparei que a maior parte deles era ainda pré-adolescente: o mais velho teria no máximo 16 anos.

      Fiquei filosofando como esses garotos de 12, 13 anos já descobriram o que querem, se a responsabilidade é do meio ou da genética, já que eles andam em grupo e tudo mais. Não deu nem tempo de experimentar tudo pra saber o que é melhor, além de que a maturação sexual ainda está em desenvolvimento. Apesar de que muitos deles dizem que já nascem assim eu não posso deixar de salientar que a meu ver o ambiente é o maior responsável para estimular ou retrair determinadas preferências. O gene pode sim nascer pré-programado para desenvolver características femininas como produção de progesterona (hormônio feminino) e isso é cientificamente comprovado, todavia o fato é que não é apenas isso que conta.

      Imaginemos gêmeos idênticos, muito bonitos de olhar marcante: a mesma carga genética (portanto, um tão suscetível quanto o outro). Os pais se separam enquanto eles ainda são bebês. Um fica com o pai, morando na fazenda, longe de Deus e o Mundo. O outro em São Paulo. O primeiro não tem nenhum conhecimento sobre gays, pois na cidadezinha onde ele estuda não tem nenhum gay (não no sentido de homossexual, mas no sentido de “bicha”) e na verdade ele nem sabe direito o que é isso, já viu em alguns lugares apenas, como na TV , por exemplo. O segundo estuda em um colégio enorme que tem um grupinho gay, daqueles cheio de rebolados, gritinhos e apelidinhos de guerra. Ele se sente naturalmente atraído, mas é um pouco inibido. Vê gays por toda parte, quer imitar seus gestos, até pensar que não é gay, mas sim uma mulher e talvez até quer ser igual a elas. Sente necessidade de encontrar um grupo pra formar sua identidade. Vê que tem isso em comum com aquele grupo de pessoas diferentes da sua escola e que além do mais, gostam dos mesmos filmes, mesmas músicas e mesmas maneiras de vestir. Pronto se descobriu gay. Reflita: Isso basta?

      O primeiro irmão se torna o garanhão da sua cidade, pois quanto mais mulher ele pega, mais ele é elogiado por seu pai e pelos amigos do seu grupo. O segundo, quanto mais desmunhecado fica, mais seu grupo o aceita e mais o quer por perto. A mãe o aceita e o ama de jeito que ele é e até gosta do seu jeitinho doce.

       E agora: você concorda que aqueles meninos da praça são assim por que não tiveram opção? Pode ser que se sentiram diferentes ou excluídos e que aquele foi o único grupo que os aceitou e hoje eles são alguém no seu grupo. Mas também pode ser que esse “ser diferente” já estava em seu código genético e a sociedade, conservadora e repressora, excluiu-os fazendo com que dessa maneira eles se transformassem não apenas em homossexuais masculinos, mas nas “poderosas” bichas.

       Deixei claro meu ponto de vista, mas não responderei perguntas que até a ciência entra em conflito pra responder. Para definir se é genética ou ambiente, um pouco de cada ou preponderância de um sobre o outro, deve-se estudar minuciosamente o indivíduo nessas condições, pois cada caso é diferente do outro, apesar de haver muitas semelhanças. Que grupos influenciam e muito o comportamento da pessoa, isso é indiscutível e patente. Como diz a famosa frase: Diga com quem tu andas que direi quem tu és...

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28 comentários

  1. Gostei do que você postou,apesar de não concordar muito a partir do 3º parágrafo...não acho que seja apenas influência da sociedade,pois é racional questionarmos a origem da homosexualidade onde não havia quem influencia-se a tal comportamento, é também correto questionarmos o que leva um individuo homossexual a se comportar como mulher(no caso do sexo masculino) se gay é homem que sente atração por homem, porque se comportar como mulher?quem sentira atração por um homem que pensa que é mulher? mas não temos respostas exatas aos mistérios da sociedade,e nem o direito de interferir na liberdade de cada um, seja isso uma escolha ou não.

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  2. Que merda de texto ein...

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  3. É claro que não é apenas influência da sociedade, todavia ela possui sua parcela de culpa. Como você disse, são os mistérios da vida...

    Quanto à crítica (lixo e que merda de texto), gostaria que vocês explicassem o por que do LIXO, dessa maneira poderei aprimorar minha maneira de escrever nos próximos posts. Agora se lixo for a minha opinião e não a maneira de escrever, só posso ouvir a música da Nara Leão - Opinião.

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  4. Odacyr, li e reli seu post para tentar encontrar uma pista "concreta" que justificasse seu ponto de vista. Não encontrei. Deixe-me explicar: na primeira leitura vi como você domina bem as palavras, seu texto flui e isso torna a leitura agradável. A impressão que me deu foi de alguém que tivesse aproximação com a leitura, enfim, um cara inteligente e bem informado.
    Ao ler a segunda vez, perdoe-me, metade dessa impressão foi por terra. Juro que me deu até angústia constatar que uma pessoa pode ter seu grau de domínio estrutural, e ser o inverso em matéria de raciocínio. Você prestou bem atenção no exemplo que você deu? Reveja. Se esse é o ponto de vista que você defende, pelo menos argumente adequadamente.
    Lamentável!

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  5. Bem, "anônimo", é verdade que não dei um embasamento teórico adequado pra meu texto e ao exemplificar procurei ser o mais simples possível. É claro que poderia dar exemplos muito mais complexos, todavia poderiam ser de difícil entendimento do leitor que não está acostumado a textos acadêmicos. Por isso escolhi um bem simples (bem tosquinho, até) para que todos pudessem compreender o que eu queria dizer, não levando em conta apenas o exemplo, mas compreendendo meu ponto de vista como um todo.
    Quanto à argumentação convincente eu a tenho sim, mas se fosse colocá-la detalhadamente cinco páginas não caberiam e o leitor certamente ficaria entediado. Peguei então as 500 palavras disponíveis e tentei retratar de forma simples e muito resumida o que eu penso. Mas não se preocupe, em breve postarei mais sobre este assunto e espero conseguir convencer o leitor. Agradeço pela crítica e espero melhorar meu nível textual. Até a próxima!

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  6. Na tua Universidade num te contaram, quanto formação de Psicólogo, que o prefixo ISMO não se utiliza mais? pois é indicativo de doença? Pois saiba que um visitante de seu blog que se sentir ofendido, pode processa-lo por pelo termo Homosexualismo, que não se utiliza mais, e sim Homosexulidade, faça outras correções. me vai estudar guri. E sem falar que seu texto não tem fundamentação teórico nem um.

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    1. E no seu colégio, não tem ensinaram a diferença entre sufixo e prefixo? ISMO é sufixo. E agora, me diga qual universidade te ensinou que o sufixo ISMO é doença? Ou você viu por aí em grupos de resposta do yahoo e sai repetindo como um papagaio? ISMO é utilizado para sistemas político-econômicos (capitalismo, socialismo), religiões (cristianismo, budismo), enfim, qualquer atribuição ideológica (idealismo). Processar o cara por ter usado o termo? ahhaha.. ache na constituição uma lei que proiba usar esse termo e eu te passo até meu nome pra vc ir processar.
      vai estudar vc, e vai estudar em escola, não no yahoo answers!

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  7. Para a fundamentação teórica do meu texto eu já fiz correção do meu ponto de vista e postei no artigo a seguir:

    http://estereotipodaperfeicao.blogspot.com/2011/05/homossexualismo-genetica-ou-meio.html

    No artigo a psicóloga Helen Bee traz à tona resultados empíricos de pesquisas realizadas com homossexuais.

    Quanto à nomenclatura, todo dia muda, homoafetivo, homossessexualidade, homossexualismo. Mas para não ofender a você nem meus leitores, mudarei o termo, assim evitando desvios de foco.

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  8. Sou obrigado a discordar de algumas coisas ditas, deixando claro que eu sou homossexual assumido. Se eu escrever um pouco demais, peço paciencia, mas realmente gostaria que você lesse até o final.

    Não consigo lembrar de um momento da minha vida em que eu "gostasse" de mulheres. Não sei dizer quando percebi isso (provavelmente você não lembra de um momento em que disse "sou hetero"). Cresci no MA, infelizmente um dos estados mais atrasados do Brasil, com um povo conservador, no qual os poucos homossexuais que se assumem caem na marginalidade, virando essas "bichas". Eu cresci numa família conservadora, com meu pai sempre fazendo comentários homofóbicos. Eu não tinha contato com nenhum homossexual, no máximo via uma dessas "bichas" na rua, sempre com um comentário negativo do meu pai, de forma que cresci abominando os homossexuais. Eu não era aceito nos grupinhos dos meninos porque era diferente deles, e não o contrário. Porém, também não era aceito pelas meninas, então eu não me espelhava nelas. Quando fui crescendo, fui aprendendo a controlar trejeitos afeminados (meu pai brigava muito comigo por causa deles, eu garanto que isso não me trazia felicidade nenhuma). Minha mãe se omitia sobre isso. Já um pouco mais crescido, chegou a fase de "ficar", todos os meus amigos (eu já era mais aceito, pois já tinha menos jeito afeminado) ficando com meninas por aí e só eu não sentia vontade disso, mas cada vez que ficava com alguém eu ganhava um certo "status", me sentia melhor. Se eu ficava com meninas, era simplesmente por isso, não por gostar especificamente delas.

    Sim, hoje eu sou assumido, e facilitou muito eu ter vindo em São Paulo e ter visto que nem todo gay era promíscuo, como meu pai me levava a pensar. Mas isso me influenciou a me assumir, minha orientação sexual já estava definida, não quero entrar no mérito do quando (se nasci assim ou me tornei em algum momento que não lembro), pois como você disse não existe consenso na ciência.

    Se esses garotos se assumem em grupinho, é porque o grupo facilita que eles se assumam, não porque eles se tornem para serem aceitos. E eles se unem por terem algo em comum, não o contrário.

    Respeito sua opinião, e não tento me colocar como dono da verdade, só conto a minha história na esperança de que ela ajude a clarear um pouco esse tema cuja ignorancia motiva tanto preconceito (não é o seu caso, você tenta entender, mas a maioria simplesmente decide que são aberrações).
    Espero ter ajudado.

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  9. Concordo com o amigo acima.
    Também sou homossexual e garanto ao autor que nunca fui influenciada por grupos e por pessoa nenhuma (não digo que não possa acontecer), mas pelo menos no meu caso tenho certeza que não foi nenhuma escolha ou opção como dizem. Muito menos abuso sexual que sofri quando criança, também não foi nenhum problema psicológico ou vários outros tipos de teorias que inventam por ai.
    Aliás, já eu lembro quando me descobri homossexual, desde muito pequena. Lembro ainda porque sei o quanto difícil foi na minha cabeça entender o que estava se passando comigo. Eu me sentia estranha, me sentia um ET total, isso desde os meus oito anos mais ou menos quando eu nem sabia que existia pessoas como eu, nunca tinha ouvido falar sobre homossexualidade ou coisa parecida(ainda mais porque naquela época era tabu e as pessoas não falavam com tanta frequência sobre isso) até que uma prima já maior me contou o que era. Eu senti um alivio em saber que não era única. Era criança e imagina você se sentir uma "doente", principalmente nessa idade? Lembro até hoje disso. Como a sociedade sempre ensina um padrão pra você, que o certinho é homem e mulher, mas nunca me imaginei com um namoradinho quando criança, tinha repulsa, já imaginando ao contrário eu não sentia a mesma coisa. É o mesmo que você hétero se imaginar com um homem vai sentir. Chega a uma certa idade quando criança que sabemos que existam namorados coisa e tal e que as pessoas dizem isso pra você e já desde crianças nós já mostramos nossa sexualidade quando lá pelos 5 e 6 anos arranjamos namoradinhos de mentirinha coisa e tal. Eu lembro que não me sentia bem me imaginando com um menino, mas se fosse uma menina seria ao contrário. Tanto que nessa idade diziam que era namorada de um melhor amigo que eu tinha quando pequena e eu não gostava, tinha nojo, kkkkkk. Acredito que se fizerem isso com dois meninos héteros da mesma idade que eu tinha iria sentir o mesmo. É por essas e outras que sei que minha sexualidade é de nascença.

    Claro que existem pessoas que fazer isso apenas por moda. E várias outras formas. Mas acredito que quem seja mesmo gay é sim de nacença.

    Também não sou gay por alguma influência masculina ou coisa do tipo. Sou bastante feminina, até porque pensam que sou hétero por causa disso. E nem quero ser homem como dizem no exemplo de gays homens, que eles gostariam de ser mulher por causa disso. Nunca me imaginei como menino, amo ser mulher. E em relação aos meus pais, é claro que eles nunca me apoiaram como disseram. Se no caso do homem ser gay, as mães "prefiram" os filhos afemninados como é o seu ponto de vista. E no caso das mulheres, alguém prefere elas "masculinizadas"? Enfim, acho que isso não tem muita coisa haver. Até porque existe casos e casos. Meu pai quando soube de mim era um homem muito homofóbico, quase terminou de ter um treco quando soube de mim, mas depois de um tempo que ele viu que eu era normal como qualquer outra pessoa ele passou a aceitar. Do jeito dele, mas aceita. Fingi que não sabe de mim e da minha mulher. Agora minha mãe nunca levou muito a sério no começo, pensava que era "besteira". Enfim é isso.

    Peço desculpas por escrever tanto, só queria tentar esclarecer as coisas pra você. E nada melhor que uma homossexual própria pra fazer isso.

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  10. Reconheço o quanto fui equivocado ao escrever este texto, e para deixar um pouco de lado essa questão de achismo, já postei a pesquisa do livro o Ciclo Vital, já tratada acima.

    Casos como o seu Jay, são os mais comuns de acontecerem; por outro lado casos como o citado no meu texto, são mais raros, embora aconteçam com relativa freqüência.


    Pode escrever à vontade. O blog é espaço pra discussão e aprendizado. Quem lê histórias como a sua certamente não terá a mesma visão. Eu, com muitos depoimentos de várias pessoas, já comecei a mudar meu modo de ver muitas coisas. A mente se abre para novos horizontes. Eu até te agradeço por compartilhar seu conhecimento conosco.

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  11. kkkkkkkk E cada coisa q lemos... cada um c sua teoria ne...

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  12. Retratação:

    http://estereotipodaperfeicao.blogspot.com/2011/05/homossexualismo-genetica-ou-meio.html

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  13. Eu vejo exatamente dessa forma!!!
    A influencia, o principio de "achar normal", a idolatria ao homossexulalismo, a heterofobia... tudo isso faz com q mais e mais surjam homossexuais!!! e é o q esta acontecendo hj!!!!

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. aff, amigo volte e pense de novo

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  14. Super incrivel seu ponto de vista vaaleww

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  15. Olá, Odacyr
    Antes de falar sobre o que penso, gostaria de já me desculpar por falhas em meu português, que como costumo dizer "é livre". Bom, entendi perfeitamente seu texto, absorvi sua visão e concordei com você em partes. Vejamos que a frase final que resume todo seu texto é realista, porém, é uma questão já elaborada sobre afirmações existentes, vivemos em um mundo onde tudo se desenvolve em base verdadeira ou fantasiosa, o que faz com que eu concorde com você em relação a grupos. Se olharmos para um ponto de vista primitivo nos questionaremos sobre como começou e o sentido que consta no seu texto não tem o mesmo efeito. Quando não haviam grupos, como iniciou a homossexualidade? É algo realmente difícil até da poderosa ciência explicar. O que nos faz chegar mais perto de suposições realistas seriam os bissexuais, que não citou em seu texto, inclusive gostaria muito de poder ler um texto seu relacionado a isto, assim podendo debater essas questões, que em minha humilde opinião são esclarecedoras.

    Um abraço.

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  16. Muito bem pensado Bruna! Todavia percebemos que todos os costumes surgiram de um anterior parecido. Logo, antes de surgir os primeiros homossexuais, poderia haver existido algo semelhante. É claro que isto não é uma explicação, é apenas uma divagação da minha parte. E quando ao bissexualismo, pode deixar que já escrevi um texto sobre e estarei postando o mais breve possível.

    Abraços e até!

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  17. Cara sou heterossexual. Nunca respondo um post pelo Celular porque é ruim de escrever. Mas preciso te dizer uma coisa: vai estudar um pouquinho.... Teu exemplo é irracional.... Um século atrasado... Bota na Wikipédia homossexualismo indenidade e genero.se é netinho a inteligente le Freud... Vai dormir...

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    1. Olá, anônimo.

      Eu já fui estudar e já me retratei em uma postagem posterior. Não apaguei esta, porque não costumo apagar nenhuma artigo do blog, em respeito aos leitores. No link abaixo está minha opinião após alguns estudos:

      http://www.peripeciaspsicologicas.com.br/2011/05/homossexualismo-genetica-ou-meio.html

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  18. QUASE TUDO É PSICOLÓGICO, ESTÁ NO SER DESDE O SEU NASCIMENTO OU ATÉ ANTES, CASO HAJA VIDA ANTERIOR. SE MANDARMOS A DOR DE UMA DOENÇA PARAR ELA PÁRA; SE MANDARMOS A DOR CAUSADA POR UM ACIDENTE PARAR ELA NÃO PÁRA.

    homossexualidade é consequencia do medo, falta de valentia, baixa auto estima.

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  19. Olá,

    Minha vida é parecida com o caso do primeiro garoto (o que foi criado isolado em uma 'fazenda'). No meu caso eu nasci numa cidade pequena no interior do Ceará. Meu único referencial de gay eram as "bichas loucas" cabelereiras da cidade, fui criado para ser macho e pegar mulher e casar, mas em toda a minha adolescência e inicio da fase adulta eu nunca senti uma real e forte atração por mulheres. Ficava com mulheres mais para satisfazer o grupo hétero que convivi do que para me satisfazer. Me vestia como hétero, ia pra festa de hétero, saia sempre com grupinhos de héteros e vivia em grupos de homens, nunca gostei de ficar em meio de mulheres ou em grupos de 'bichas', na verdade sempre evitei comportamentos afeminados, ficar no meios dos homens (e fazer coisas de homem) sempre foi algo mais tranquilo e que gostava. Até os 26 nunca tinha tido uma experiência homo apesar de acessar frequentemente sites porno gay (com muita masturbação), ter muitos sonhos com conteúdo homossexual, mas sempre reprimi meus instintos. Resultado: depressão braba dos 22 aos 26 (com tentativas de suicídio). Entrei em terapia e discuti meus problemas, no meio do processo de terapia (que durou uns 3 anos) tive minha primeira relação homo.

    Hoje sei que sou gay, estou no fim do processo de aceitação, e felizmente abandonei os anti-depressivos e dei uma pausa na terapia. Olhar pra homens e desejar homens não é mais problema pra mim. Sinto que minha libido funciona direionada ao mesmo sexo (me atraio principalmente por gays com comportamento masculino, não sou muito atraído em afeminados).Nessa nova fase de minha vida se me atrair por um homem não fico mais me penitenciando, simplesmente trato como algo normal.

    Mas para todas as pessoas que falo que sou gay sempre sou surpeendido com as reações: "Mas você nem parece gay!", "Será que você não é bisexual? (como se pela minha aparência fosse obrigado a gostar de mulher)", e o pior "Você é muito machão pra ser gay." Além disso, dentro do meio gay as pessoas me rotulam "Você é um gay muito discreto", "Você tem cara de ser ativo (ao associar o papel ativo com o papel do homem 'macho' em relações hetero)".

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  20. (CONTINUANDO POSTAGEM ANTERIOR)

    Minha vida hoje é complicada, vivo em um armário, em que algumas pessoas sabem que sou gay e outras não, minha família não sabe, isso me traz muita tristeza, quero mudar de cidade ir embora pra um grande centro tentar seguir minha vida de gay. Além disso, na cidade do interior que vivo não existem outros tipos de gays além das "bichinhas". Me assumir gay nessa cidade seria quebrar todos os paradigmas locais (as vezes acho que sou um personagem do filme Brokeback Mountain).. Vou na capital de vez em quando para festas ou saunas gays, mas aqui no interior vivo em uma espécie de celibato.

    Até hoje eu me pergunto: porque não entrei no grupo das "bichinhas" quando era mais novo (grupo que você citou e que é bastante comum)? Será que minha vida hoje seria mais fácil se eu tivesse sido uma "bichinha"?

    Minha conclusão é que (baseada em experiência própria, mas sem embasamento científico): Ser atraído pelo mesmo sexo é algo inato e que não dá pra mudar (nem com rezadeira). Já o fato de ser bichinha ou ser um gay masculino é simplesmente comportamento e pode ser controlado ou alterado. No meu caso, creio que o fato de ser um gay masculino hoje é resultado do meio que hetéro conservador que vivi e fui criado. Existem gays casados que vão toda semana em saunas e que não parecem gays no primeiro olhar, existem gays assumidíssimos que são bichinhas espalhafatosa, isso é uma opção: tenho a opção de ser um gay discreto no armário ou uma bichinha espalhafatosa, escolho aquela opção que me é conveniente, não acho que isso é uma coisa inata.

    Sei que a teoria de identidade de gênero trata essa questão: pela teoria as bichinhas se identificam com o gênero feminino por questões inatas tão quanto a sexualidade e que não daria pra alterar isso, mas eu desconfio dessas teorias..

    Apesar disso nunca convivi muito com pessoas trans daí posso ter uma visão carregada de preconceitos...

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